terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Primeiro trimestre

O primeiro trimestre para mim foi meio complicado, a insegurança, as dúvidas do meu relacionamento com meu noivo, o casamento meio corrido, o medo da decepção dos meus pais, tudo associado a enjôo, azia, sono, uma faculdade e trabalho. ufa! venci tudo isso! até morar no terceiro andar de um prédio sem elevador... venci não. Vencemos!

Pré-natal –Pra começar minha dum não bate com a data da gestação, eu achei que tivesse engravidado em fevereiro, quando fui fazer a us, tinha q eu havia engravidado em Abril e até hoje eu não sei bem o que houve... mas bem estamos aqui.
- O teste – eu fiz primeiro o de farmácia e marcou positivo tão logo a urina passou pela marquinha. Alguns dias depois, fiz o BetaHCg por conta própria: confirmando o positivo. Marquei o GO para um mês depois, pois não tinha vaga antes.
Sentia enjôo logo nas primeiras semanas. Na época, aliás, eles eram um tormento horroroso e parecia que a gravidez se resumiria somente a passar mal, e assim perduraram até o 4° mês e até hoje quando viajo. O que me ajudou bastante foi o meclin, mas no final nem ele adiantava mais, sem falar que me deixava meio lesa.
- Os ultrassons – o primeiro eu fiz para confirmar a gravidez e o número de embriões. Estavam lá o saco gestacional, o embrião único um coração que já batia  supresa a metade do número de semanas que eu achei que estaria, mas o embrião estava se desenvolvendo bem e tudo certo, fiquei meio confusa, porém aliviada com a possibilidade de eu ter tido um aborto imperceptivel e logo engravidado novamente, ou ter tido uma gravidez psicológica com resultado do beta positivo por conta de uns hormônios que terião desregulado... enfim...
- Ultrassom morfológico de primeiro trimestre – este é considerado um marco na gestação. Feito por volta de 12 semanas, mede entre outras coisas a Translucência Nucal (TN), um importante marcador de anomalias cromossômicas como a Síndrome de Down. Nesta fase o embrião assume forma humana (deixa de se parecer com uma semente ou crustáceo) e passa a ser chamado de feto. Além disso, depois de 12 semanas o risco de aborto espontâneo cai drasticamente. Felizmente, estava tudo certo, minha barriga começou a despontar!

A descoberta!

Aos 25 anos a gravidez para mim ainda era algo distante... para o futuro, mas aí vem a descoberta, a surpresa, e o pensamento: e agora o quê fazer? uma mistura de medo e felicidade tomou conta do meu ser... Hoje com 37 semanas, inicio este blog que desde o inicio da gravidez tinha vontade de escrever, mas me faltava tempo, espero compartilhar com vocês a minha experiência.

Então, durante esse tempo que estou grávida pude observar muitas coisas e sendo da área da saúde vejo de uma forma ainda mais detalhada tudo o que me falam e o que não me falam, mas eu ouço nos consultórios de pré natal e chat de gestantes e treinantes, onde sempre que posso entro. Com isso cheguei a uma conclusão que para que tá tentando engravidar, é assim: quando você é uma adolescente, dá início à vida sexual e responsavelmente decide visitar um ginecologista para saber se prevenir, o discurso é totalmente alarmista: orientações de cuidados e um grande NÃO faça nunca sexo desprotegida porque gravidez é assim, pode rolar até quando se está menstruada, ejaculando fora... Aos 30, em um relacionamento estável e com uma situação financeira confortável, o que se escuta do GO, é exatamente o contrário pra relaxar, porque para casais saudáveis, mesmo fazendo tudo certinho, é normal demorar até um ano para conseguir engravidar.
 Particularmente, a idade ideal se fosse para levar em conta só a idade biológica, seria aos 20 e poucos, mas é preciso pensar também no psicológico, no financeiro, no profissional, e sobretudo na vontade e no sonho da maternidade.